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O tempo da Grande Irresponsabilidade

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30.06.2026

Os novos dados sobre a população portuguesa revelam desde logo uma falha gravíssima na governação de políticas públicas.  O Governo de António Costa baseou as suas políticas de educação, saúde e habitação tendo como referência dados para a população completamente errados, em média 95% abaixo do que era a realidade. E estivemos estes últimos cinco anos com um retrato da economia que se afastou da realidade em matéria de convergência com o rendimento médio da União Europeia, que registou uma evolução da produtividade mais negativa do que se pensava e, ainda mais grave, constituiu um incentivo a sectores de baixo valor acrescentado, os vencedores desta política que garantiu salários baixos. Juntemos ainda a estas consequências, os efeitos nas escolhas políticas dos portugueses e podemos atribuir, também a essa era, parte das raízes do crescimento do Chega, ao mesmo tempo que se colocou em risco a aceitação de imigrantes por parte dos portugueses.

O INE vai agora rever o emprego, em Fevereiro de 2027, e o PIB, em Março. O que está em causa, no caso do PIB, conforme explicou Pedro Oliveira director do Departamento de Contas Nacionais do INE no Contra Corrente na rádio Observador e no Público, é basicamente a parcela da economia informal que se situa entre os 10 e os 12% do PIB. É provável que esta componente aumente, evolução que permitirá moderar a quebra do PIB por habitante que resulta da aplicação dos novos dados da população à produção que agora temos nas estatísticas. Um outro impacto inevitável acontecerá na produtividade, medida como PIB por trabalhador, dependendo dos novos valores para o emprego que conheceremos........

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