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Não nos deixemos iludir /premium

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15.04.2019

A imprensa financeira internacional tem chamado à atenção para o dilema que os gestores dos grandes bancos internacionais enfrentam, na construção das suas mensagens, numa conjuntura de abrandamento da economia. Podíamos substituir gestores por governantes ou banqueiros centrais que estamos perante o mesmo problema.

O problema é este: se derem demasiado destaque ao abrandamento ou mesmo se usarem a palavra começada por “R” (de Recessão) correm o risco de precipitarem a crise pela falta de confiança que vão gerar, por via de adiamentos de consumos e especialmente investimentos. Se não falarem do abrandamento da economia, que está a afectar especialmente a Europa e os Estados Unidos, vão parecer idiotas e metidos numa bolha fora da realidade, assustando igualmente as pessoas.

Todas as palavras terão de ser bem medidas, pelos governantes e personalidades com responsabilidades na política económica, assim como pelos gestores dos bancos e banqueiros centrais.

Essa prudência leva-nos às previsões do FMI e às mensagens prudentes que foi deixando. No seu World Economic Outlook deste Abril de 2019 aponta para o abrandamento da economia mundial, com especial relevo para a Europa e Estados Unidos. Aquilo que no final do ano foi sendo classificado como um abrandamento temporário, passou a abrandamento mais duradouro para neste momento começarmos já a ver cenários de riscos de recessão – não do FMI mas de analistas e economistas. Estamos na fase dos “se’s”: se o Reino Unido – cujo arrastado Brexit foi apenas adiado para Outubro – sair de........

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