Viver com dor é uma luta diária que não se escolhe

A minha vida pessoal e profissional esteve sempre marcada por um desafio permanente: viver com dor. Sou licenciada em Design, professora de artes, casada e tenho três filhos. Aos 29 anos, ao pegar na minha filha Inês, de apenas um ano, o meu corpo bloqueou. O motivo nunca foi claro: talvez consequência de um atropelamento que sofri aos 15 anos, talvez artroses, talvez desgaste das vértebras, talvez…

Desde então, a dor deixou de ser um episódio isolado e passou a ser parte da minha vida. Com o diagnóstico de cifoscoliose e escoliose com degeneração do disco intervertebral lombar, a dor foi-se agravando. Mesmo desenvolvendo estratégias para a tentar minimizar ou travar — exercício físico, pilates, hidroginástica, ioga, fisioterapia, medicinas alternativas — experimentei de tudo um pouco.

É uma dor invisível que rouba competências básicas, como apanhar........

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