Tordesilhas, os impostos, e o estado da união |
Não é com alegria que repito um pensamento recorrente, somos uma pré-civilização.
A ideia de civilização sempre foi ligada a um conjunto de princípios que envolvem leis, valores humanos e equilíbrios de poder. Porém, se tomarmos como base algumas definições contemporâneas de civilização, a conclusão parece clara, somos pouco civilizados. Basta observar as disputas no cenário geopolítico actual para percebermos que estamos longe de alcançar o ideal de convivência pacífica e justa.
Donald Trump, ao iniciar uma guerra comercial com a China, expôs a fragilidade do poder dos Estados Unidos, ao ser neutralizado pela ascensão chinesa no controle das terras raras. Os acontecimentos na Venezuela, mais do que a tentativa de sinalizar o domínio do hemisfério ocidental, foi o sinal dado à China, que controla matérias-primas cruciais, de que os EUA podem interferir nas exportações e no acesso à energia.
Estamos no meio de uma nova Guerra Fria, com a China a desafiar o título de maior potência do mundo. Este é o cenário em que vivemos, um jogo perigoso e esperado, fruto de uma fase da história onde uma eventual transmissão do poder global entre potências pode acontecer.
Neste cenário, fala-se frequentemente sobre a lei internacional, mas poucos compreendem o seu verdadeiro significado. Durante séculos, a lei internacional foi um reflexo das relações de poder entre as grandes potências. Hoje, no entanto, essa ideia já não faz sentido num mundo onde o equilíbrio de poder mudou drasticamente. As potências de hoje, os........