O homem sem projecto de País, vergonha e saída

1 Precisamos falar sobre Espanha. Cumpriram-se, há umas semanas, 7 anos do discurso – puro e purificador – de José Luis Ábalos no debate da moção de censura ao Governo de Mariano Rajoy. O na altura “Secretário de Organização do PSOE”, “número 3” do partido, e braço direito de Pedro Sánchez, personificava o homem limpo e o fastígio da ética na Política.

Como recompensa pela performance parlamentar, acabou Ministro do Fomento – hoje, Ministério dos Transportes – e gestor de um orçamento de mais de EUR 11 mil milhões por ano. (Nota de rodapé: durante a sua tutela, passaram pelas mãos de José Luis Ábalos, EUR 45 mil milhões de dinheiros públicos – o equivalente a 9% do PIB português de 2024).

Depois de 4 anos sentado – e às vezes a dormir – no Conselho de Ministros de Pedro Sánchez, Ábalos passou a arguido no “caso Koldo” – um escândalo que combina corrupção, tráfico de influências, contratos públicos adjudicados durante a pandemia, favorecimento empresarial, uso de fundos públicos para fins privados, prostitutas de luxo escolhidas por catálogo, festas privadas com consumo de cocaína, nepotismo, etc. – e acabou escorraçado do grupo parlamentar que o próprio levou ao poder. Hoje, senta-se no grupo mixto das Cortes. Uma espécie de dalits ou apátridas do Parlamento Espanhol.

Menos sorte teve Santos Cerdán, que na véspera de Santo António apresentou a sua........

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