OE 2026: o Governo brindou, mas o champanhe estava azedo
Na tarde de terça-feira passada, a sessão plenária da Assembleia da República transformou-se em palco de contendas: mais do que um debate sério sobre o futuro financeiro do país, o que vimos foi uma algazarra — insultos, gestos de hostilidade, discursos carregados de ataques pessoais, como se a “casa da democracia” estivesse a cumprir terapia colectiva em vez de deliberar políticas públicas. E, no meio deste cenário, foi aprovado o Orçamento do Estado para 2026, mas com um gosto amargo: um presente envenenado para o Governo.
A proposta do OE 2026 foi viabilizada com os votos a favor do Partido Social Democrata (PSD) e do CDS – Partido Popular (CDS-PP) e com a abstenção do Partido Socialista (PS), do PAN – Pessoas-Animais-Natureza e do Juntos pelo Povo (JPP). Os votos contra vieram de Chega, Iniciativa Liberal (IL), Bloco de Esquerda (BE), Livre e Partido Comunista Português (PCP).
O primeiro-ministro Luís Montenegro chamou o momento “marcante” para Portugal, partindo do pressuposto de que a governação inicia a sua influência orçamental já neste ciclo.........
