A quebra do contrato geracional

Durante séculos, a sociedade assentou num contrato coletivo: a mulher cuidava, o homem trabalhava. Era um acordo desigual, mas claro. As mães educavam as filhas para serem cuidadoras, pilares silenciosos da família, enquanto os filhos eram preparados para o mundo exterior. Hoje, esse contrato desapareceu e o vazio que deixou ainda não foi preenchido.

No século XXI, educamos crianças para serem cuidadas, mas não para cuidarem. Crescem rodeadas de conforto, protegidas de frustrações, habituadas a que alguém resolva por elas o que é difícil, incómodo ou simplesmente aborrecido. A intenção é boa; o resultado, nem sempre.

A geração que se tornou adulta nos anos 2000 quis oferecer aos filhos tudo aquilo que não teve: brinquedos, tecnologia, experiências,........

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