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O último tabu: que não se adie o amor! /premium

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02.06.2019

“Ama-te a ti próprio” é uma “versão auto-ajuda” muito em voga em relação ao amor. E, se isso nos diz alguma coisa, talvez queira dizer que o amor, para muitos, já teve melhores dias. Porque acaba por dar a entender que outra pessoa na nossa vida não será uma condição indispensável para o amor. E, por outras palavras, que – sim! – é possível ser-se feliz sozinho.

O amor não é um sentimento! Mas, muito mais, uma consensualidade de sentimentos. Entre duas pessoas! Singulares, naquilo que sentem. Diferentes, no jeito como sentem. Distintas, no modo como expressam em palavras e em gestos o que sentem. E díspares, nas consequências que retiram daquilo que sentem. Ao amor nunca se chega na primeira pessoa (por mais que ele seja um “eu e tu” ao mesmo tempo)! E a sua dimensão assombrosa resulta de dois mundos (feitos de histórias, de episódios, de pessoas, de convicções e de sonhos diferentes) serem capazes, de forma recíproca, de chegar ao desprendimento, à humildade, à fé, à autenticidade, à transparência, à integridade e à espontaneidade. Que os leva, sem nunca se perderem do seu pensamento nem renunciarem à sua autonomia, a reconhecerem-se como bons um para o outro. E a expandirem-se um no outro! Descobrindo-se naquilo que têm de melhor; através do contraditório de tudo o que, pela diferença, “o outro” lhes traz de interpelante à sua integridade. A que só se chega quando somos quem somos sempre que não........

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