Apostar costumava dar trabalho. Já não dá
Antes de o mundo nos caber no bolso, apostar não estava à distância de uns cliques. As raspadinhas compravam-se na tabacaria, o totobola preenchia-se em papel e caneta, o casino ficava noutra cidade. Este atrito protegia a população dos seus próprios impulsos, ao afastá-la tanto fisicamente como materialmente do jogo, mesmo quando os casinos a tentavam aproximar. Agora conseguem com mais eficácia que nunca.
A minha geração não conheceu o mundo sem internet. Crescemos com a publicidade das casas de apostas colada aos jogos de futebol e nos equipamentos das equipas, com os bónus a aparecerem no ecrã antes de sabermos bem o que era uma odd. Ninguém apresentou aquilo como um convite, mas assim o era.
Por isso, não........
