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Os EUA não necessitam de um acordo rápido com o Irão

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Os Estados Unidos não têm qualquer urgência em celebrar um acordo com o Irão, porque o equilíbrio económico e estratégico de poder inclinou-se decisivamente a favor de Washington: o Irão enfrenta um colapso histórico das receitas petrolíferas, uma inflação ao nível da Segunda Guerra Mundial e uma moeda em queda livre, enquanto os EUA continuam a crescer, a criar emprego e a exportar volumes recorde de petróleo e gás.

A crise actual do Irão resulta da conjugação de três choques: corrupção e má gestão do regime, danos associados à guerra e o bloqueio liderado pelos Estados Unidos às exportações de crude. As exportações de petróleo caíram de cerca de 1,3–1,9 milhões de barris por dia no início de 2026 para aproximadamente 0,2–0,26 milhões de barris por dia em Maio, o nível mais baixo em pelo menos seis anos, eliminando cerca de 1 milhão de barris diários de vendas. Com o petróleo próximo dos 80 dólares por barril, isto implica uma perda de aproximadamente 2,5 mil milhões de dólares por mês em receitas obtidas em moeda forte, privando o regime da sua principal fonte de financiamento.

A inflação homóloga atingiu 77,2% em Maio, uma taxa que o Irão não registava desde 1942, com os preços de bens essenciais do quotidiano como medicamentos, tarifas de táxi e serviços de comunicações a aumentarem mais de 113% ao longo de um ano. O rial colapsou de cerca de 32.000 por dólar em 2015 para mais de 1,7 milhões por dólar no mercado paralelo, destruindo, na prática, as poupanças das famílias e qualquer âncora nominal da economia. Analistas independentes e economistas sediados em Teerão alertam que a inflação poderá aproximar-se ou mesmo ultrapassar os 80%, um nível que a sociedade «não poderá tolerar» durante muito tempo sem uma explosão social.

O Irão não sofre apenas de inflação elevada; está igualmente a perder capital e riqueza humana. Estudos independentes mostram que a fuga de capitais quintuplicou nos últimos três anos, à medida que empresas e famílias mais abastadas transferem dinheiro e activos para o estrangeiro, procurando escapar ao risco das sanções, à possibilidade de confisco e ao colapso do rial. Este movimento reduz a base tributária, deprime o investimento e acelera a desindustrialização, transformando uma crise conjuntural num declínio estrutural.

A taxa de câmbio conta a mesma história de perda de confiança. Uma moeda que chegou a ser transaccionada a 32.000 riais por dólar é........

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