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Mercados abertos num mundo em convulsão

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18.06.2019

Apesar da turbulência que nos rodeia, a União Europeia ocupa um lugar de destaque no comércio mundial. Nos últimos anos, a UE construiu a maior rede mundial de acordos comerciais preferenciais: 41 acordos com 72 países. No início deste ano, entrou em vigor o acordo da UE com o Japão, criando a maior zona de comércio livre do mundo. A UE continua a expandir e aprofundar as suas relações comerciais em todo o mundo, por exemplo com os quatro países sul-americanos do Mercosul, a Indonésia, a Austrália e a Nova Zelândia.

Estes acordos proporcionam oportunidades únicas para que as empresas da UE acedam ao mercado externo e expandam as suas atividades. No período 2014-2018, as exportações da UE aumentaram 15%.

Mas alcançar os acordos comerciais é apenas uma parte do nosso trabalho. A sua aplicação e a eliminação de novos obstáculos ao comércio que surgem para as nossas empresas no estrangeiro revestem igual importância.

A Comissão publicou hoje o seu Relatório sobre as Barreiras ao Comércio e ao Investimento nos mercados estrangeiros em 2018. Os números confirmam a tendência preocupante do aumento do protecionismo. Desde a crise financeira de 2008, a quantidade de barreiras tem vindo a aumentar ano após ano, atingindo 425 barreiras ativas, de acordo com a nossa última contagem. Em 2018, os exportadores e os investidores da UE comunicaram 45 novas barreiras ao comércio e ao investimento em todo o mundo, que vão desde as medidas aduaneiras, os requisitos regulamentares e as restrições de higiene aos direitos de importação e às práticas de licenciamento.

Estas barreiras tanto podem afetar setores inteiros como um único produtor que exporta um produto de nicho. Em 2018, a maioria dos novos obstáculos........

© Observador