A pulseira que Marine não quer e presidenciais em França
A candidata à presidência da República francesa, Marine Le Pen, não gostou da pena de prisão e da consequente obrigação de porte de uma pulseira eletrónica a que foi condenada pelas instâncias judiciais, pelo que logo decidiu recorrer à «Cour de Cassation», diligência essa que suspendeu de imediato aquela decisão até que o mesmo Tribunal – cuja competência se prende exclusivamente com a análise da forma como a pertinente legislação foi interpretada e aplicada – dê o seu parecer.
Foi pois uma manobra processual legalmente prevista e autorizada, que responde à necessidade da ré de ´comprar tempo`, e lhe permite ir, sem delonga, para a rua, fazer a campanha que há muito estará programada, sem entraves de qualquer tipo- em particular o referido e sofisticado adorno em torno do pulso.
Da maior ou menor celeridade do mesmo tribunal dependerá assim a menor ou maior porção de tempo que lhe restará para conduzir e cumprir, pelo menos parcialmente, a maratona de preparação para o embate final no dia 18 de Abril de 2027.
Excluída que ficou a eventualidade da sentença judicial determinar o prolongamento da pena e do uso da dita pulseira para além de data das eleições para um sucessor de Emmanuel Macron, a ainda efetiva líder do «Rassemblement National» tentará pela quarta vez convencer uma maioria dos cidadãos-eleitores de que é ela a pessoa indicada para a reforma de fundo que os franceses ambicionam........
