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A polis e o meu jardim com quiosque e esplanada

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15.02.2026

Uma polis alegre é aquela que acolhe espaços ajardinados em cada bairro, ou seja, que oferece indiscriminadamente aos seus cidadãos-habitantes a possibilidade de os visitarem no fim de uma caminhada tranquila com a duração-limite de um quarto de hora a partir de casa: esta definição, caro leitor, não tem nada de científico e preciso. De facto, é tão só derivada da impressão, pessoal e só aparentemente quantificável, de um alfacinha que gosta de passear pela cidade. Vale o que vale, mas de qualquer modo sublinha o lugar que ocupam, na minha visão, esses espaços verdes: são recantos, com ou sem quiosque e esplanada, que têm o poder de transformar qualitativamente a nossa vida, tanta vez rotineira e excessivamente comodista.

O jardim é importante para o cidadão que eu sou, e sei que estou bem acompanhado nesta minha ideia: com a sua maneira de estar feita de simplicidade e de tranquila beleza, ele ajuda-nos despretenciosamente a digerir as ´cobras e lagartos` do nosso dia-a-dia, que aliás e sub-repticiamente, também o visitam em versão física e não-metafórica.

O meu jardim faz-me muita companhia. Como todos os seus pares, este também não é perfeito: quando chegam os tempos quentes- hoje mais tórridos e duradouros-, até a brisa do vento nos parece queimar. E também não é agradável a sensação que se tem quando faz frio: é verdade que, sem a bica cheia bem quentinha do quiosque, seria ainda mais agreste, mas em qualquer caso, a vontade-que chega a assumir, em determinadas ocasiões extremas, certos laivos de rebeldia- de ali permanecer sobrepõe-se as mais das vezes a esses episódicos contratempos.

Para aqueles que gosto de chamar ´visitantes-residentes`, aquela área disponibiliza uma realidade multiforme e colorida, e todos se........

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