A grande Profestisa Taylor Swift e os jovens do século XXI |
Sei que o termo “profestisa” não consta dos dicionários, e não se trata de um erro na impressão: seria profetisa que eu pretenderia escrever, mas infelizmente a gralha ficou. Não, não foi isso que sucedeu. A Taylor Swift não é nenhuma profetisa: enche gigantescos estádios com incontáveis fãs, e é seguida por dezenas de milhões de adolescentes (e alguns restos de precedentes gerações) contemporâneos da era digital, mas aquilo que dela se ouve e vê nem é profético nem transcendente: nada semelhante a um aggiornamento do tele-evangelismo made in the USA. Isto dito, a norte-americana é um caso único na sua comprovada capacidade de reunir e animar multidões: é alguém de quem imediatamente se gosta, ao mesmo tempo que cativa pelo comprovado jeito de estar em cena de mão dada com a audiência, quebrando ab initio, nas suas representações, a distância física e, sobretudo, mental – ela é uma diva que efetivamente há anos paira sobre os seus seguidores – entre ela e os fãs.
É mais o desejo que a Festa aconteça que lhe está na mente: o fim ambicionado é que « everyone have fun», e que esse desígnio se traduza na presença do maior número nas suas aparições públicas , ou que sejam muitos a adquirirem os produtos com a sua marca, ou os livros bibliográficos publicados, ou o álbum dedicado à sua extraordinária digressão «The Eras Tour»: Em Dezembro de 2025, foram disponibilizados no canal Disney a série documental The End of an Era,e um segundo filme-concerto intitulado The Final Show. E as críticas dos exigentes críticos musicais foram unânimes no reconhecimento das fantásticas........