631 anos de serviço à cidade: a raiz dos Sapadores de Lisboa |
Há instituições que têm história. E há instituições que são, elas próprias, uma parte antiga da história de uma cidade.
O Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa pertence a essa segunda categoria.
A sua origem remota recua a 25 de agosto de 1395, quando D. João I emitiu uma Carta Régia, a pedido da Câmara de Lisboa, com medidas concretas para prevenir e combater incêndios. Em 2026, completam-se 631 anos sobre esse documento. Não é pouca coisa. Estamos a falar do mais antigo serviço de incêndios documentado em Portugal e de uma das mais antigas tradições organizadas de combate ao fogo conhecidas no mundo. A própria Assembleia Municipal de Lisboa identifica essa origem remota como o mais antigo corpo de bombeiros de Portugal, organizado em 1395.
É preciso dizê-lo com rigor: a Carta Régia não criou um corpo de bombeiros moderno. Não havia quartéis, viaturas, capacetes, sirenes ou turnos de escala. Mas criou algo anterior a tudo isso e talvez ainda mais importante: uma obrigação pública de proteção da cidade contra o fogo.
Lisboa medieval ardia com facilidade. As ruas eram estreitas, as casas encostavam-se umas às outras, a madeira dominava grande parte das construções e o lume vivia dentro das habitações. O fogo aquecia, cozinhava e iluminava. Mas também destruía.
Quando as chamas surgiam, não havia central de comunicações. Havia sinos.
Não havia bombeiros profissionais. Havia ofícios........