Henry Nowak e o racismo anti-branco
No dia 25 de Maio de 2020, o trágico assassinato de George Floyd por um polícia em Minneapolis gerou uma onda de comoção e revolta que alastrou dos EUA para o nível global. Um pouco por todo o mundo – mas com especial incidência nos EUA e na Europa – sucederam-se os protestos (por vezes violentos), as condenações veementes e as tomadas de posição políticas e institucionais. A morte de Floyd foi vista por muitos como uma consequência do racismo sistémico e as suas derradeiras palavras “I can’t breathe” ficaram como um símbolo da opressão – por vezes letal – que esse mesmo racismo pode gerar.
No dia 3 de Dezembro de 2025, o jovem Henry Nowak, com apenas 18 anos, foi brutalmente esfaqueado em Southampton, em Inglaterra, com uma faca cerimonial Sikh. Enquanto Henry estava a esvair-se em sangue na rua, relatou aos polícias que tinha sido esfaqueado por Vickrum Digwa. O agressor, no entanto, alegou ter sido ele próprio vítima de racismo, alegação essa que foi suficiente para que os polícias decidissem algemar o esfaqueado e ensanguentado Henry Nowak, que acabaria por morrer no chão, algemado, pouco depois. Antes de morrer, Henry Nowak disse várias vezes aos agentes que tinha sido vítima de um esfaqueamento e implorou repetidamente “I can’t breathe”.
Os paralelismos entre os dois casos são impossíveis de ignorar, desde a importância das imagens gravadas até à repetição da expressão “I can’t breathe”. Mas há........
