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Fim à política da fezada

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19.07.2026

Estamos melhor que há dois anos? Definitivamente, não. Estamos melhor que há 20 anos? Também não me parece. O diagnóstico do que tem de ser feito e que ninguém faz é por demais conhecido. Nesse caso, o que é que falta?

Antes de mais, e para pôr gelo na angústia, o problema não é de agora. Há séculos que Portugal ficou economicamente para trás, há séculos que se discutem reformas, há séculos que se fazem obras de modernização que não dão os resultados esperados (à excepção da acumulação de dívida que dificulta o normal e salutar desenvolvimento económico), há séculos que o trabalho de fundo é deixado para trás e a solução dos problemas de agora são momentaneamente resolvidos para despertarem mais tarde, com mais força e com mais urgência.

Desde a perda do Brasil que os períodos de paz social foram comprados com dívida ou com contenção e medo. Raramente com reformas que trouxessem melhores condições de vida. Veja-se, a título de mero exemplo, o período iniciado com a Regeneração, no terceiro quartel do século XIX, em que se acreditou que o país se desenvolvia com o comboio (nos anos 80 do século XX foram as auto-estradas) que ligaria o interior à capital. Ou a pobreza honrada de Salazar porque as reformas, as mudanças para uma melhoria incerta trariam descontentamento, convulsões, poriam em causa a paz social e........

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