Valorizar ou perder: o dilema português |
Na viragem do ano, multiplicam-se balanços e prioridades. Fala-se de crescimento e competitividade, mas continua a ignorar-se um dos poucos ativos estratégicos que o país já possui: o seu património construído. Em Portugal, fábricas abandonadas, estações desativadas ou fortalezas esquecidas continuam a ser tratadas como problemas herdados, não como capital adquirido.
Persistimos numa visão errada: conservar é imobilizar. Classificar é salvar. Não é. O património não sobrevive por decreto nem por boas intenções. Sobrevive quando tem uso, quando participa na economia, na cultura e na vida das........