Ministro Da Educação-A virtude da ação e o pecado da palavra

Recebi a notícia com a perplexidade de quem, infelizmente, já viu de tudo na Educação, mas que continua a ser surpreendido pela inesgotável criatividade burocrática do Ministério. A reação nas escolas oscila entre a incredulidade e a indignação perante mais uma prova de desconexão.

Quero que fique claro! Estou sempre do lado da solução. O que não invalida, antes obriga, que critique aquilo que acho ser, mais uma vez, uma péssima mensagem política enviada às escolas.

O Ministério podia perfeitamente ter dito o óbvio e o sensato. Poderia ter dito que iria aproveitar um sistema já instalado de sumários em plataformas internas e que, como se sabe, a esmagadora maioria dos professores cumpre com rigor, podia ter dito que pretendia aproximar ao máximo o número de alunos sem aulas e que, para isso, contava com a colaboração dos docentes para manter o rigor habitual nesta tarefa diária e sagrada. Se a mensagem fosse esta, de parceria e reconhecimento, teria a classe do seu lado. Mas preferiu dizer tudo ao contrário. Preferiu a ameaça velada e a........

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