Reflectir é o melhor remédio

Ora então vamos lá discorrer sobre as “presidenciais”. Para mim, o candidato que se distingue pelo intelecto, a visão, a seriedade e a resplandecência é sem margem para equívocos o…

Estou a brincar. Todos sabemos que é proibido tocar publicamente no assunto hoje e amanhã. Claro que falo, sem poder dizer muito, do famoso e oficioso “dia de reflexão”, que na verdade são quase dois dias em que a lei impede “toda a actividade passível de influenciar, ainda que indirectamente, os eleitores quanto ao sentido de voto, bem como a exibição, junto das mesas de voto, de símbolos, siglas, sinais, distintivos ou autocolantes de quaisquer listas”. Acrescente-se: “Não podem ser transmitidas notícias, reportagens ou entrevistas que de qualquer modo possam ser entendidas como favorecendo ou prejudicando um concorrente às eleições em detrimento ou vantagem de outro”. A pena para abusos chega a seis meses de prisão, o que não me convém devido a uma consulta no dentista para a semana.

É uma tese estafada nos artigos condicionados pela “reflexão”, mas a manutenção do condicionamento justifica a insistência: o Estado gosta tanto dos cidadãos que, não apenas nesta matéria, os trata como crianças. Ou como adultos retardados, vá. Para os senhores que engendraram semelhante legislação, o eleitor comum,........

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