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Páscoa

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04.04.2026

Se você não sabe a fórmula correta para calcular o dia de Páscoa, anote: “É o primeiro domingo após o plenilúnio sucessivo ao equinócio de 21 de março”. No hemisfério norte, trata-se do domingo imediatamente sucessivo à primeira lua cheia de primavera; no hemisfério sul, obviamente, à de outono. Entretanto, para entender a simbologia, devemos ficar no hemisfério norte, berço da cultura ocidental.

A Páscoa, antes de ser uma data do calendário cristão, era adotada desde os primórdios por outras civilizações para comemorar o herói solar, que era venerado como Hórus, Tamuz, Mercúrio, seguindo as tradições egípcias, babilônicas e gregas, respectivamente. Ou, ainda, Hércules, Perseias, Zaratustra, Mitras. Entretanto, essas divindades, de nomes variados e de aspectos parecidos, tinham em comum o sexo masculino e a função de elo entre a humanidade e o Supremo.

A Páscoa resultante da posição do Sol e da Lua, no hemisfério norte, coincide com o início da primavera, das semeaduras, do renascimento da natureza. De um equinócio a outro, o Sol, força masculina por excelência, terá predominância (dias mais longos que as noites), fornecerá luz e calor, crescimento e colheitas.

A Igreja Católica decidiu manter a fórmula da data variável sobrepondo o Cristo ao herói solar, que ilumina a humanidade.

Nada melhor que as palavras da teósofa Annie Besant para compreender sua importância: “É Ele que dá a tantas almas a força de superar as trevas e de conservar piedosamente a centelha da inspiração mística, a sede de alcançar o Deus oculto. É Ele que derrama ondas de verdade nas inteligências aptas a recebê-la. É Ele a Figura consoladora que se encontrava ao lado de seus mártires, enchendo o coração deles com sua paz. Era Ele que avolumava a eloquência dominadora de Savonarola, guiava a sabedoria de Erasmo, inspirava a ética profunda de Espinosa, na sua divina embriaguez”.

“Era Sua energia que impelia Roger Bacon, Galileu, Paracelso a sondar a natureza. Era Sua beleza que atraía Fra Angelico, Rafael e Leonardo da Vinci, que inspirava o gênio de Michelangelo, permitindo-lhes levantar essas maravilhas do mundo, como o Domo de Milão, São Marcos em Veneza e a catedral de Florença”.

“São Suas harmonias que se cantam nas missas de Mozart, nas sonatas de Beethoven, nos oratórios de Handel, nas fugas de Bach, no austero esplendor de Brahms”. “Foi Sua presença que amparou os místicos solitários, os ocultistas perseguidos, os investigadores pacientes no caminho da verdade”.

“Foi Ele que se esforçou em instruir e despertar a santidade. Ele ainda procura no seio das igrejas homens capazes de ouvir Sua sabedoria...”

A Páscoa é, por excelência, o momento em que se reverencia a força crística – a força que estimula o homem a superar seus vícios, seus defeitos, suas limitações e que o leva para mais perto de Deus.

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