Materializações confundidas com a ressurreição |
Os apóstolos nada sabiam de materializações de espíritos. Elas se parecem com a ressurreição. E é possível que elas estivessem incluídas nas muitas coisas que Jesus desejava falar aos seus discípulos, mas não falou, pois eles não tinham condições de as compreender (João 16: 12 e 15). Realmente, só no final do século XIX e princípio do XX é que as materializações de espíritos começaram a ser conhecidas pelos estudiosos da ciência dos fenômenos espíritas.Elas não são somente de espíritos, mas também de animais, plantas e frutos fora de suas épocas. A mitologia e o folclore mundiais costumam narrar esses fenômenos.
Para haver materializações, tem que haver a presença de um médium especial. Para leigos no assunto, como eram os discípulos de Jesus, aos quais já nos referimos, a primeira impressão que se tem da materialização do espírito de uma pessoa morta é que ela ressurgiu novamente viva.Veja-se que o verbo usado por mim e por todos que falam nesse assunto é “ressurgir”, de que vem também a palavra “ressurreição” e que significa exatamente “surgir de novo”. O sentido de ressurgir é, pois, de que ela já surgiu antes, pelo menos uma vez. Ora, isso lembra também a ressurreição de Jesus, que seria o ato de surgir de novo de sua pessoa que morreu. Só que é somente do espírito, como na reencarnação, com outro corpo que não é aquele que foi para o cemitério, pois ele é composto do ectoplasma do médium presente na materialização e de que o espírito manifestante se vale para se materializar.
Como já dissemos em outros artigos, o ectoplasma foi descoberto pelo francês Charles Richet, um cientista de ponta com Prêmio Nobel de Medicina e Química de 1913.Provavelmente, algum leitor de O TEMPO pode estar perguntando sobre a origem do ectoplasma, como é que um médium o tem e como o adquiriu. O ectoplasma entra no corpo do médium como entra no corpo de qualquer pessoa: por meio dos alimentos e bebidas que nós consumimos. E é importante sabermos que, quando ele é demais ou de menos em nossos corpos, prejudica a nossa saúde. As bênçãos ou passes magnéticos em pessoas equilibram a quantidade normal dele. E um detalhe surpreendente: Freud dava passes em seus pacientes. É o que afirma o cientista químico grego, residente no Brasil, dr. Matthieu Tubino – com pós-doutorado na Suíça e contratado da Unicamp – em seu livro “Um Fluido Vital Chamado Ectoplasma” (pág. 40), Editora Lachâtre.Voltando ao tema principal desta coluna, será que os apóstolos confundiram as materializações do Espírito de Jesus com o que chamaram de ressurreição dEle?
(*) Com este colunista, “Presença Espírita na Bíblia”, na TV Mundo Maior, palestras e entrevistas em TVs e vídeos no YouTube e Facebook. Seus livros estão também na Amazon, inclusive os em inglês. E a Bíblia (Novo Testamento) traduzida para o inglês nos EUA. contato@editorachicoxavier.com.br Cássia e Cléia
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