Feliz dia das mães atípicas!
Toda mãe conhece o cansaço. A mãe atípica conhece a burocracia do cuidado. Ela organiza consulta, crise sensorial, escola, farmácia, fila do SUS, laudo, medicamento, plano de saúde, reunião pedagógica, terapia, transporte e tenta trabalhar como se nada disso tivesse peso. No Dia das Mães, o gesto honesto não é apenas parabenizar. É perguntar por que tantas mulheres foram transformadas em Estado dentro de casa.
Mães atípicas são mães de adolescentes, crianças e jovens com altas necessidades de apoio, autismo, deficiência, doenças raras, paralisia cerebral, síndrome de Down, TDAH ou transtornos do neurodesenvolvimento. Família atípica é expressão ainda mais precisa, porque o diagnóstico muda casamento, escola, futuro dos irmãos, renda, saúde mental, sono e trabalho. E essa sobrecarga pesa ainda mais quando a mãe, além de atípica, é solo.
O Censo 2022 do IBGE identificou pela primeira vez o diagnóstico de autismo no Brasil: 2,4 milhões de pessoas, 1,2% da população. Em Minas Gerais, são cerca de 228,6 mil pessoas com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). O Censo apontou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no país, 7,3%. Na Pnad Contínua 2022, escolarização de........
