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Um incrível retrato de horrores

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26.03.2026

O pequeno descanso de uma semana que lhe dei, leitor, não me fez ficar distante de um incrível teatro de horrores que vive o mundo e, em especial, o nosso Brasil. O mais interessante do que lhe quero dizer é que, por não ter recebido em casa o jornal “O Globo”, deixei de ler a ótima coluna de Nelson Motta, no dia 13/3/2026. Nelson demonstrou estar como eu, isto é, vivendo as mesmas inquietações. Um amigo, que sabe que não tenho o hábito (e acho que jamais o terei) de frequentar as redes sociais, à exceção do WhatsApp, por diversos motivos, sobretudo em razão do “grupo familiar”, me enviou o recorte da coluna de um ex-companheiro no inesquecível “Jornal do Brasil”, cujo título é “Trump e Vorcaro no Circo de Horrores”. Um excepcional retrato.

Nelson se referia à rotina na qual vive hoje: “Tenho passado meus dias entre Donald Trump e Daniel Vorcaro. Cada dia, uma bomba, ou várias. Eles deveriam se conhecer, iam se dar muito bem, trocar ideias sobre garotas, festas e ostentação, como dois criminosos falastrões que protagonizam histórias que envergonham qualquer um”.

Segundo Nelson, Trump se meteu numa guerra para, quem sabe, escapar dos “arquivos de Epstein”. Por sua vez, Daniel Vorcaro achou, em sua sanha financeira criminosa, que teria para sempre a proteção de dois juízes, que comprometeram não somente a si próprios, mas, principalmente, a instituição à qual ambos pertencem.

Não há nada mais grave do que uma crise institucional plantada nos alicerces do nosso Supremo Tribunal Federal (STF), coisa que não ocorre há muitos e muitos anos. Aliás, chego a pensar que a nossa Suprema Corte jamais passou por tão grave crise, que expôs não apenas as nossas naturais fraquezas humanas. É, portanto, muito triste ouvir de alguns integrantes da Corte que as severas críticas que recebem hoje nas ruas do país são contra a instituição. Não, não são.

São contra eles. Alexandre de Moraes (é preciso dizer) provocou enorme decepção entre os que o admiraram e o respeitaram quando, sozinho, empunhou uma grande bandeira – a da defesa do regime democrático. Ainda que tenha exagerado em alguns dos julgamentos, Moraes honrava a função para a qual foi indicado e eleito.

Mas o pior, leitor, é que não ficaremos livres nem dos velhos, nem de novos festivais de horrores, tanto aqui, em nosso país, quanto no mundo, especialmente no Oriente Médio. A guerra de Trump (mais uma!), pretenso candidato a dono do mundo, não tem nenhuma previsão de chegar ao fim sem, antes, muitas mortes e muito sofrimento.

O escândalo financeiro de Daniel Vorcaro e comparsas ficará na história para sempre. E, a partir de agora, exibirá novos contornos com as delações premiadas, que, certamente, envolverão integrantes tanto da classe política quanto da classe empresarial. Em meio a tudo isso, 2026 é ano eleitoral. Um novo risco para a democracia.

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