O Congresso viveu dias de uma praça de guerra
A quebra dos sigilos bancário e fiscal do cidadão Fábio Luiz Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na CPMI do INSS, que apura os escandalosos e covardes descontos de seus aposentados e pensionistas, transformou o Congresso Nacional, na semana passada, numa verdadeira praça de guerra. A decisão da quebra dos sigilos de Lulinha (como é tratado) partiu de determinação feita pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro, na realidade, atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF) feito em janeiro, mas que só veio a público na última quinta-feira, dia 26/2. A votação do requerimento no Congresso ocorreu de maneira vergonhosa, em meio a cenas de barbaridade e de estúpidas agressões entre opositores e governistas, seguidas de manobras regimentais dos dois lados. Isso aconteceu porque a Polícia Federal disse ao STF que apurava citações de Lulinha no inquérito.
Para a PF, o filho do presidente Lula poderia, em tese, atuar como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, mais conhecido como “Careca do INSS”. Mas, segundo afirmou a PF, não há “indícios” de que Lulinha esteja diretamente envolvido nas fraudes do INSS.
Há, no entanto, segundo revelou “O Globo”, em dezembro de 2025, um áudio no qual uma empresária (próxima de Lulinha) discute com o Careca do INSS “a dispensa de licitação para o fornecimento de remédios à base de Cannabis ao Ministério da Saúde”. Por isso, a PF apura se o Careca tentou interferir no Ministério da Saúde, ampliando, assim, para outros órgãos públicos, a sua rede de negócios.
Muito ruim mesmo – “diga-me com quem andas e te direi quem és” – é a notícia publicada no “Estado de S. Paulo” da última segunda-feira. Nela, Lulinha confirma, com todas as letras, que o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes pagou sua viagem a Portugal quando ambos foram visitar uma fábrica de produção de Cannabis para fins medicinais. Lulinha nega, porém, que tenham fechado algum negócio ou que ele tenha recebido qualquer outro tipo de pagamento do lobista. A viagem foi apenas de avaliação de um negócio.
Por fim, na última terça-feira (3/3), Davi Alcolumbre, presidente do Senado, impôs ao PT mais uma derrota quando também manteve a quebra de sigilo de Lulinha. As investigações sobre Lulinha ganham corpo e podem, enfim, prejudicar a reeleição do presidente Lula.
Para não dizer que não falei de flores, a situação nacional vem se deteriorando gradativamente, mas a internacional, que já estava ruim, piorou ainda mais, leitor, com a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã. Eis a pergunta que não quer calar: quem vai parar a vocação para imperador do mundo do presidente Trump? Depois de dizer ao mundo que “uma grande onda está por vir”, piorou a ameaça: “Projetamos de quatro a cinco semanas de guerra, mas poderá ser mais”.
A pressão interna sobre os EUA pode levar Trump a caminhos sem saída. Ele já se salvou de uma. A próxima poderá ser fatal.
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