100 anos de solidão e outros tantos de boas leituras |
2025 foi o ano do centenário de nascimento de Joaquim Veríssimo Serrão que escreveu um livro que devia ser matéria de estudo nas universidades, principalmente nos politécnicos da região, acima de tudo naquele que ajudou a fundar em Santarém. Não é a História de Portugal em vários volumes, é um livro que nos situa no tempo do 25 de Abril de 1974, que é uma lição sobre o que é a censura em tempo de liberdade, até onde é que um homem é capaz de dar o peito às balas mesmo sabendo que pode morrer dos ferimentos, a lição de vida de um homem que teve a coragem de escrever aquilo que também teve coragem para viver. O centenário do nascimento de Joaquim Veríssimo Serrão podia ter sido uma boa oportunidade para falarmos de políticas culturais, mas também de ética, de civismo, e desta desgraça que vivemos actualmente que é termos uma direita pífia a ocupar um terço das cadeiras da casa da democracia. Veríssimo Serrão era um Historiador, mas quis o destino que deixasse escrito um dos mais significativos testemunhos de quem esteve de um lado ainda não suficientemente estudado dos tempos da Revolução dos Cravos. Santarém falhou esta missão, mas outras oportunidades surgirão a seu tempo já que ninguém........