O servidor é a ponte, não o muro |
Existe uma ilusão confortável no debate público: a de que o Estado é uma abstração. Não é. O Estado tem rosto, tem voz, tem cansaço. Para quem está na fila do SUS, o Estado é o enfermeiro. Para o aluno da escola pública, é o professor. Para quem precisa de um licenciamento, é o fiscal de plantão. A experiência do cidadão com o poder público não acontece nas leis, decretos ou portarias — acontece no encontro. E nenhum ato administrativo entrega empatia.