Desta vez é que é! - antónio gomes
Em todos os desastres naturais que têm afectado o território nacional, sem excepção, fazem-se diagnósticos e prometem-se novas atitudes. Isto sejam incêndios, cheias ou inundações ou ondas de calor. É sempre assim como toda a gente sabe.
Mas continuamos a responder de forma reativa e geralmente mal. Os governos não têm estado à altura, o actual não foi excepção, respondeu atabalhoadamente quando as populações mais precisavam da ajuda do Estado.
Os últimos acontecimentos comprovaram mais uma vez que a ciência climática tem toda a razão, seja na informação disponibilizada, nas propostas que vai fazendo, nos diagnósticos que publica. Os gases com efeito de estufa estão mesmo a mudar o planeta, a influenciar a natureza. Os negacionistas, como os partidos Chega e Iniciativa Liberal, travam uma luta para influenciar a opinião pública de que nada mudou no clima - estão errados e são perigosos.
Mas também existem muitos outros responsáveis políticos que, não se declarando negacionistas, tudo fazem para que nada mude, tudo se vai mantendo como se as alterações climáticas fossem um mito. É o caso de muitos autarcas e técnicos superiores que se vão batendo para que nada mude no ordenamento e planeamento do território, incapazes de afrontar os interesses instalados, nomeadamente na classificação de terrenos de forma a manter a construção urbana em leitos de cheia e em zonas de declives.
Em Torres Novas está a decorrer a revisão do PDM: ao fim de quase 25 anos, está finalmente em fase final, julgo eu, de apreciação das propostas públicas apresentadas. A julgar pelo projecto apresentado, se não forem aceites alterações significativas, vamos continuar a jogar o jogo da sorte - pode ser que não aconteça.
Parte muito significativa do vale do rio Almonda são zonas inundáveis há centenas ou milhares de anos, como toda a gente sabe. Ainda assim, construiu-se muito junto ao rio, não havia o conhecimento que há hoje e nem se assistia aos fenómenos extremos que temos vindo a testemunhar nas últimas décadas.
O que é grave é a construção recente quando já havia conhecimento científico e as alterações climáticas eram visíveis, construção privada, mas também construção pública - biblioteca municipal, piscinas municipais. Actualmente, as obras para a piscina ao ar livre mesmo em cima da margem do rio, ou o Intermarché, são alguns exemplos.
Se em vez da grande quantidade da água das chuvas que temos presenciado que vai chegando de forma continuada e persistente assistíssemos a fenómenos extremos de chuva torrencial como recentemente aconteceu em Valência, bem podíamos pedir um milagre… e é contra o inesperado que temos de nos prevenir.
O PDM é o principal instrumento para ordenar o território e deve, quanto a mim, ordená-lo de forma a garantir a segurança de pessoas e bens e não corrermos o risco de só nos lembrarmos de S. Bárbara quando faz trovões.
A Câmara Municipal tem um conjunto de documentos oficiais aprovados e publicados (Plano Municipal de Acção Climática - mitigação e adaptação, Risco de Cheias e Inundações, Plano Municipal de Emergência contra Incêndios, planos de ordenamento do território e outros) que custaram muitos milhares de euros ao erário público e que obrigatoriamente devem servir de orientação às decisões políticas que se avizinham, nomeadamente a aprovação do PDM.
Será que é desta vez?
Em todos os desastres naturais que têm afectado o território nacional, sem excepção, fazem-se diagnósticos e prometem-se novas atitudes. Isto sejam incêndios, cheias ou inundações ou ondas de calor. É sempre assim como toda a gente sabe.
Mas continuamos a responder de forma reativa e geralmente mal. Os governos não têm estado à altura, o actual não foi excepção, respondeu atabalhoadamente quando as populações mais precisavam da ajuda do Estado.
Os últimos acontecimentos comprovaram mais uma vez que a ciência climática tem toda a razão, seja na informação disponibilizada, nas propostas que vai fazendo, nos diagnósticos que publica. Os gases com efeito de estufa estão mesmo a mudar o planeta, a influenciar a natureza. Os negacionistas, como os partidos Chega e Iniciativa Liberal, travam uma luta para influenciar a opinião pública de que nada mudou no clima - estão errados e são perigosos.
Mas também existem muitos outros responsáveis políticos que, não se declarando negacionistas, tudo fazem para que nada mude, tudo se vai mantendo como se as alterações climáticas fossem um mito. É o caso de muitos autarcas e técnicos superiores que se vão batendo para que nada mude no ordenamento e planeamento do território, incapazes de afrontar os interesses instalados, nomeadamente na classificação de terrenos de forma a manter a construção urbana em leitos de cheia e em zonas de declives.
Em Torres Novas está a decorrer a revisão do PDM: ao fim de quase 25 anos, está finalmente em fase final, julgo eu, de apreciação das propostas públicas apresentadas. A julgar pelo projecto apresentado, se não forem aceites alterações significativas, vamos continuar a jogar o jogo da sorte - pode ser que não aconteça.
Parte muito significativa do vale do rio Almonda são zonas inundáveis há centenas ou milhares de anos, como toda a gente sabe. Ainda assim, construiu-se muito junto ao rio, não havia o conhecimento que há hoje e nem se assistia aos fenómenos extremos que temos vindo a testemunhar nas últimas décadas.
O que é grave é a construção recente quando já havia conhecimento científico e as alterações climáticas eram visíveis, construção privada, mas também construção pública - biblioteca municipal, piscinas municipais. Actualmente, as obras para a piscina ao ar livre mesmo em cima da margem do rio, ou o Intermarché, são alguns exemplos.
Se em vez da grande quantidade da água das chuvas que temos presenciado que vai chegando de forma continuada e persistente assistíssemos a fenómenos extremos de chuva torrencial como recentemente aconteceu em Valência, bem podíamos pedir um milagre… e é contra o inesperado que temos de nos prevenir.
O PDM é o principal instrumento para ordenar o território e deve, quanto a mim, ordená-lo de forma a garantir a segurança de pessoas e bens e não corrermos o risco de só nos lembrarmos de S. Bárbara quando faz trovões.
A Câmara Municipal tem um conjunto de documentos oficiais aprovados e publicados (Plano Municipal de Acção Climática - mitigação e adaptação, Risco de Cheias e Inundações, Plano Municipal de Emergência contra Incêndios, planos de ordenamento do território e outros) que custaram muitos milhares de euros ao erário público e que obrigatoriamente devem servir de orientação às decisões políticas que se avizinham, nomeadamente a aprovação do PDM.
Será que é desta vez?
O interesse do homem pelos movimentos e ciclos astrais é milenar. Por todo o planeta, monumentos e descobertas arqueológicas revelam esse interesse. Primariamente motivados pela passagem das estações do ano, ciclo do qual dependia o sucesso da agricultura, vital para a sobrevivência, até outras previsões, mais ligadas à superstição, embora calculadas por uma protociência baseada essencialmente no registo de acontecimentos coincidentes, por vezes justificados por vezes casuais, retiravam-se interpretações dos tempos por vir. (ler mais...)
Lembro-me de que, num passado eleitoral para a Presidência da República, segui, na segunda volta, a proposta de Álvaro Cunhal, para se pôr a cruz no quadradinho de Mário Soares, mesmo que certa esquerda desconfiasse mais deste do que de todos os vendedores da banha da cobra. (ler mais...)
O Chanceler Alemão, Friedrich Merz, declarou que “A Europa regressou de umas férias da História”. Sublinhou que a ordem internacional, vinda com o fim da segunda guerra mundial, acabou. Voltar à História é uma péssima notícia. (ler mais...)
O resultado da primeira volta é esclarecedor. A direita neoliberal e social-democrata, dividida por três candidatos, saiu derrotada. A AD e a Iniciativa Liberal, os que mais sofreram: se Luís Marques Mendes soube assumir, com dignidade a derrota, João Cotrim Figueiredo demonstrou, de forma arrogante, a incapacidade duma perda absolutamente esperada, já que o centro-direita que a AD representa, nele, numa primeira volta, não votaria, e parte da sua base de apoio não liberal estava a ser disputada, nas redes sociais, pelo Chega. (ler mais...)
As eleições de domingo, apesar de faltar ainda uma volta, têm vencedores e derrotados claros. Vencedores:
António José Seguro. A sua vitória e votação, bem acima do expectável, tem um único protagonista: ele mesmo. (ler mais...)
