We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close
Aa Aa Aa
- A +

Vacinas ideológicas

1 1 69
07.08.2021

Quando estive em Angola e Moçambique constatei que a Escola Portuguesa tinha uma longa fila de espera de alunos locais e de filhos de expatriados que queriam aí estudar, mas, como não havia vagas, as famílias – que podiam, como é óbvio – angolanas e moçambicanas optavam por inscrevê-los nas escolas americana, francesa ou italiana. A falta de professores portugueses assim o determinava. Também por falta de dinheiro, vi ambos os Governos ‘oferecerem’ autênticas relíquias a outros Governos europeus, pois Portugal, através do Instituto Camões, não tinha dinheiro para investir meia dúzia de euros em espaços culturais que depois eram entregues a outras nações.

Não compreendia como tal era possível, já que o investimento na língua portuguesa não devia ter preço, atendendo até que, em Moçambique, por exemplo, só cerca de 30% da população é que fala e escreve em português. O sentimento de impotência era evidente e........

© Jornal SOL


Get it on Google Play