Albufeira, terra sem lei!
Um dos grandes cancros do regime imposto em Abril responde pelo nome de Autarquias, atingindo-se um patamar de gravidade extrema que leva a que o cidadão comum associe, de imediato, o poder autárquico à corrupção.
Os autarcas, em especial aqueles que têm a responsabilidade de dirigir a edilidade do seu concelho, facilmente são catalogados com a prática de actividades delituosas, regra geral identificadas como criminosas, somando-se os casos conhecidos daqueles que enriqueceram durante o exercício das suas funções.
Naturalmente que é de uma injustiça atroz generalizar-se este tipo de acusação e apontar-se o dedo a todos quantos já se sentaram no cadeirão principal do seu município, porque a sociedade é devedora de gratidão a muitos dos presidentes de Câmara que sempre se pautaram pelos valores da honestidade e da integridade e, genuinamente, apostaram todo o seu saber na melhoraria das condições de vida dos seus munícipes.
Mas, infelizmente, os comportamentos erráticas de uns quantos, que neste caso concreto se constituem numa percentagem bastante e demasiado elevada, mancham a imagem de todos, incluindo dos que não são merecedores de suspeição.
Nos tempos que correm, a grande maioria dos autarcas camarários envereda pelos mais inusitados esquemas de angariação de fundos, conscientes de que com escassos recursos uma eventual reeleição poderá estar em perigo, porque sem obra feita o voto popular tenderá a ser reencaminhado para outros protagonistas.
Para alguns, esse dinheiro destina-se a ser gasto a incentivar a economia local e, consequentemente, contribuir para o bem-estar dos cidadãos, para outros, esbanja-se o que se angariou em actividades de carácter populista, como as já consagradas festarolas, procurando-se, através desse ardil, manter o povinho satisfeito e disponível para neles confiar o........
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