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O regresso de Passos Coelho

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11.09.2021

Na semana passada defendi a ideia de que o sistema político caiu num impasse do qual só poderá sair através de uma rutura – que exigirá um político de perfil agressivo, capaz de pôr em causa algumas ‘verdades’ pacificamente aceites.

Como exemplo, adiantei o nome de André Ventura.

É o único político que neste momento vislumbro com essas características.

Ora, concordando globalmente com o texto, vários leitores questionaram o nome de Ventura e adiantaram outro, hipoteticamente com mais hipóteses de sucesso: Pedro Passos Coelho.

É curiosa a insistência com que se tem vindo ultimamente a falar de Passos Coelho, depois de todo o mal que se disse dele – fora e dentro do PSD.

Mas não me surpreende.

O que está a acontecer com ele é normal nas democracias: os líderes mais lembrados, os que ficam na História, são exatamente os que levaram a cabo políticas impopulares.

Os políticos que fazem o que os eleitores querem, que navegam ao sabor das exigências do eleitorado, que bajulam as massas, são em geral rapidamente esquecidos.

Aplaudidos enquanto desempenham o cargo, a História encarrega-se de os apagar depressa.

Poderá ser esse o caso de António Costa.

Especializou-se na arte de fazer promessas – umas cumpridas, outras não –, de satisfazer as suas clientelas, de oferecer lugares para calar opositores e de resolver problemas através da ‘passagem de........

© Jornal SOL


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