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«Quando a soberba não fica em casa»

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01.12.2025

Por norma não costumo dar grande atenção ou relevo a pequenos comentários ou à crítica de vão de escada, mas desta vez não o poderei fazer já que os mesmos ultrapassam limites do respeito institucional para com uma organização centenária, ofendendo, sem pejo, todos os profissionais que nela trabalham, tudo porque não lidam bem com o exercício crítico, sustentado em factos e exemplos comparados, considerando os méritos alheios uma afronta à sua existência, advogando cegamente a exclusividade da sua ação e até, pasme-se, da subtração do seu trabalho ao escrutínio de outros, reivindicando uma espécie de primado da investigação criminal, onde outros, Polícia e MP, parecem ter pouca razão de existir.

Mal anda o mundo quando Polícias criticam outros Polícias, apoucando-lhes os méritos, e afrontando a sua dedicação e competência, tudo à guisa de uma cegueira ideológica e de um receio permanente de verem outros concorrentes a invadir o seu espaço vital. Mas foi o que os Presidentes da Associação Sindical dos Funcionários da Investigação Criminal e do Sindicato do Pessoal da Investigação Criminal da Polícia Judiciária (constituída após a integração dos Inspetores do SEF na PJ) esta semana, prodigamente, fizeram, o primeiro dizendo que aos OPC de Proximidade (PSP e GNR) cabe apanhar traficante de rua, enquanto que à PJ cabe combater organizações criminosas, enquanto que o segundo veio criticar uma espécie de veia expansionista da PSP na investigação criminal, sugerindo que a mesma se devesse dedicar antes ao seu papel (menor) primário de proximidade e ordem pública, devendo deixar para os primeiros essa competência.

E de onde brota este incómodo partilhado, numa espécie de frente unida, por estes dirigentes sindicais? Nada mais nada menos que de um artigo que escrevi há umas semanas[1], onde apresentava uma........

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