Alemanha: a surpresa é que não há surpresa nenhuma |
Domingo foi dia de eleições federais na Alemanha. E a surpresa ? É que não há surpresa nenhuma. Na eleição mais participada desde a reunificação alemã, a união composta pela CDU/CSU foi a que recolheu maior preferência entre os eleitores, amealhando 28.6% dos votos – resultado este que, ainda assim, fica bem abaixo dos historicamente alcançados pelos democratas-cristãos.
A liderança da oposição, ao que tudo indica, ficará a cargo da AfD que duplica o resultado das últimas eleições – atingindo agora a marca dos 20.8% a que correspondem 152 deputados federais -, e com a qual Friedrich Merz já anunciou não contar para a solução governativa.
Em terceiro lugar fica o SPD do chanceler cessante Olaf Scholz, que viu a hecatombe prevista nas sondagens ser confirmada nas urnas. Os míseros 16.4% deste domingo representam o pior score eleitoral desde 1887, resultando numa perda de quase 90 deputados federais face às anteriores eleições.
A vitória de domingo permitirá aos democratas-cristãos estabelecer, ao longo das próximas semanas, os contactos institucionais com os demais partidos com vista à construção de uma coligação que........