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Vítimas da estrada. É mais fácil multar

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19.11.2018

Vítimas da estrada. É mais fácil multar

As polícias são encaminhas para estradas que rendem fortunas ao Estado, mas pouco contribuem para a diminuição dos acidentes. Quem é apanhado a 150 km na autoestrada está a pôr a vida de alguém em risco?

Ontem comemorou-se o Dia Mundial das Vítimas da Estrada e José Artur Neves, secretário de Estado da Proteção Civil, fez algumas revelações surpreendentes no que toca à repressão das polícias. Disse José Neves que nos primeiros dez meses do corrente ano houve mais 82,2% de autos de contraordenação, mais 791,5% de autos graves decididos e mais 256% de decisões relativas a autos muito graves. Apesar destes brilharetes, o número de vítimas mortais não tem diminuído significativamente em relação ao ano anterior, em que 602 pessoas perderam a vida nas estradas portuguesas.

Como facilmente se percebe, os sucessivos governantes estão muito mais preocupados com a repressão do que com o combate efetivo ao flagelo. É óbvio que ninguém quer que morram pessoas nas estradas, mas o foco, em vez de estar no combate aos pontos negros, está na luta pela multa de uma forma mais ou menos cega. Senão vejamos: 77% dos acidentes com vítimas registaram-se dentro das localidades, o que revela que o combate policial que é feito não acontece onde deveria ocorrer. As polícias são........

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