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Em defesa de Fátima Bonifácio

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12.07.2019

Em defesa de Fátima Bonifácio

Ao contrário de muito boa gente, não penso que a sociedade portuguesa seja racista. Há, sim, palermas que acham que a cor ou a religião determinam o grau de superioridade de umas raças em relação às outras. Vivi em África e não foi por ter sido vítima de algumas atitudes racistas, poucas, que fiquei a achar que o povo é todo racista

O artigo de OPINIÃO de Maria de Fátima Bonifácio publicado no Público do último sábado provocou um pequeno terramoto cá no burgo, com muito boa gente a pedir a cabeça da historiadora, levando mesmo o jornal a pedir desculpa, no dia seguinte, pela publicação do referido artigo, alegando que o conteúdo do mesmo põe em causa “ideias, apologias e valores que o Público contraria todos os dias”, escreveu Manuel Carvalho, diretor do jornal. Sem querer pôr estopa onde não sou chamado, sempre tive a ideia de que o jornal era um espaço aberto onde as pessoas podem expor as suas ideias, independentemente de se concordar com elas ou não. Mas enfim.

Fátima Bonifácio escreveu que a proposta do PS de elaborar quotas para negros e ciganos “não passa de uma farsa multicultural igualitarista. Não, não podemos integrar por decreto”, disse. A parte mais polémica do artigo dizia que os negros e os ciganos “não descendem dos Direitos Universais do Homem”, mas basta uma rápida leitura desses direitos para se perceber ao que a historiadora se referia. Olhemos para o artigo 3.o: “Todas as pessoas têm direito à vida, à liberdade e à segurança........

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