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Afeganistão. Um povo corrupto e cavernícola

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17.08.2021

Afeganistão. Um povo corrupto e cavernícola

Numa época em que as redes sociais espalham imagens à velocidade do som, não deixa de ser estranho que nos cheguem tão poucas imagens do que se passa em Cabul. Quem conheça a cidade conseguirá imaginar onde estão os talibãs e onde param as forças da NATO. Como nunca fui a Cabul, questiono-me como é possível continuarem a conviver os fundamentalistas islâmicos com as tropas americanas.

Quando o i conseguiu ontem entrar em contacto com um diretor de uma organização não-governamental de apoio às mulheres, percebeu o seu desespero. Os ditos estudantes de teologia andam de casa em casa à procura de armas e de carros governamentais, além, obviamente, de sinais de cultura ocidentalizada.

As mulheres já sabem o que as espera: serem consideradas abaixo de cão e perderem toda a liberdade que haviam conquistado. É óbvio, mesmo para um treinador de bancada, que os fundamentalistas só conseguiram conquistar o poder com tanta facilidade porque recolhem a simpatia da maioria da população, que ainda está na Idade Média. Juntando a corrupção dos homens que estiveram no poder nos últimos 20 anos, percebe-se o cocktail criado.

Também é óbvio que esta conquista relâmpago prova que os talibãs mais cedo ou mais tarde conseguiriam chegar ao poder. Os americanos para não o consentirem teriam de ficar lá eternamente ou durante longas décadas. Mas duas imagens ficarão para sempre na cabeça de muitos: a dos afegãos a pendurarem-se nos aviões no aeroporto de Cabul, já comparadas às imagens de Saigão, e a chegada ao palácio presidencial de uns homens saídos das cavernas com uma sede de vingança evidente.

Os anjinhos que acreditam no contrário que vejam o que fizeram os talibãs mal chegaram à capital: taparam toda a publicidade onde apareciam mulheres. Estes cavernícolas, que tiveram o devido consentimento da China e da Rússia, e, já........

© Jornal i


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