Reinventar a memória das cidades

Ver antigos edifícios e infraestruturas industriais renascerem no coração das cidades não deve ser entendido apenas como um exercício de valorização estética. Estamos, isso sim, perante uma transformação com uma dimensão muito mais profunda e estratégica.

Por um lado, porque permite reinventar territórios, reaproximar comunidades e repensar a forma como queremos viver nas próximas décadas. Por outro, porque, ao devolver vida a espaços emblemáticos, abrimos a possibilidade de resgatar lugares que voltam a assumir um papel central nas cidades contemporâneas, como centros históricos, frentes de água ou antigas zonas operárias onde, em tempos, as fábricas moldaram a geografia urbana e social.

Por isso, considerar a regeneração urbana como uma responsabilidade apenas do Estado significa limitar o alcance das soluções. O futuro das cidades dependerá certamente de políticas........

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