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Kristin e IA, a diferença entre “aconteceu” e “evitou-se”

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05.02.2026

A passagem da tempestade Kristin por Portugal é mais um sinal claro de uma tendência que deixou de ser exceção para se tornar padrão. Fenómenos meteorológicos extremos como tempestades, cheias, ondas de calor ou incêndios, estão a ocorrer com maior frequência, severidade e impacto, refletindo os efeitos cumulativos das alterações climáticas.

Os números confirmam esta realidade de forma inequívoca. Segundo dados das Nações Unidas, nos últimos 50 anos ocorreram cerca de 11 mil desastres climáticos a nível global, responsáveis por mais de 2 milhões de mortes e prejuízos económicos superiores a 3,6 biliões de dólares. Na União Europeia, entre 1980 e 2024, as perdas económicas associadas a eventos meteorológicos extremos ascenderam a cerca de 822 mil milhões de euros, sendo particularmente revelador que 25% desse valor tenha ocorrido apenas entre 2021 e 2024. Em termos médios, os prejuízos anuais passaram de 8,6 mil milhões de euros na década de 1980 para quase 45 mil milhões por ano entre 2020 e 2024, de acordo com a European Environment Agency.

Este agravamento não é apenas estatístico,........

© Jornal Económico