Um tsunami à nossa porta |
A crise da habitação é insustentável, tornando inevitável a intervenção do Estado, a quem a Constituição atribui a responsabilidade de assegurar o funcionamento eficiente do mercado da habitação. A crise estende-se pela Europa e já fez soar os alarmes em Bruxelas, que anunciou uma bazuca de investimentos em construção, ajudas de Estado para fazer casas e debelar a “crise” na oferta que se estende no bloco europeu.
São apontados preços sobrevalorizados, falta de casas acessíveis e aumento de rendas. O problema não é novidade por cá. Portugal está entre os 27 Estados-membros com as habitações mais sobrevalorizadas da UE, cerca de 25%, a mais elevada percentagem na UE. Portugal não está bem posicionado neste retrato. É também um dos países com maior fosso entre o crescimento dos preços da habitação e o dos rendimentos, levando a........