O elefante ficou no meio da sala
Após mais de um ano de discussão, mais de 900 horas de negociação com os sindicatos sobre uma proposta alvo de duas greves gerais e várias ações de contestação, caiu por terra a reforma laboral. Era a menina dos olhos da ministra do Trabalho, que revelou incapacidade em gerir um processo que falhou em toda a linha na comunicação. Nas vésperas da votação do diploma, Palma Ramalho pediu aos deputados a escolha entre “velhas receitas” e “a coragem para mudar”. Venceu a impopularidade de uma reforma que não foi convenientemente explicada perante os argumentos de modernização de uns e de precariedade de outros.
Quando quase todos davam por certo o casamento entre o Chega e o Governo, André Ventura votou contra o diploma, tirando o tapete a Montenegro, após o líder parlamentar do PSD dá-lo como aprovado. Ao “não é não” da AD” junta-se agora o “sim é não” do Chega, numa........
