Novo (a)normal dos excedentes

É o segundo maior excedente em democracia. Um brilharete orçamental em 2025, com um saldo de 0,7% do PIB, mais do dobro face aos 0,3% do PIB estimado pelas Finanças. A suportar estes números está o aumento da receita fiscal e das contribuições para a Segurança Social, acima do esperado. Uma espécie de alquimia orçamental desta gestão de expectativas, e em que uma vez mais a execução do investimento público fica aquém do previsto.

O sucessor de Centeno no Banco de Portugal refreou já o entusiasmo do Governo. Álvaro Santos Pereira regista as “boas notícias”, mas alerta para a “maior pressão na despesa”, devido ao impacto do conflito no Médio Oriente. Afinal, aquilo que parecia uma boa surpresa para tornar a margem menos estreita, voltou à casa de partida das cautelas orçamentais após as tempestades e a incerteza da nova guerra. Acontecimentos que,........

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