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Um país (des)ligado

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25.10.2021

O novo século trouxe consigo um novo paradigma da mobilidade. Os agentes políticos abordaram-no com uma visão pouco holística, centrando as soluções nas zonas urbanas. As regiões periféricas, de baixa densidade populacional, ficaram assim reféns de planos secundários que, de forma transfigurada, em nada representam uma solução estruturada para as diferentes dimensões regionais.

Ao longo das últimas décadas, os padrões de mobilidade alteraram-se, alavancando políticas públicas que introduziram o transporte público como investimento prioritário, fundamentalmente nos centros económicos do país, como o Porto e Lisboa.

O serviço público de transporte garante aos cidadãos uma maior qualidade de vida. Com o aumento de tráfego, os transportes públicos possibilitam que os cidadãos se desloquem confortavelmente dentro da cidade, chegando ao destino de forma mais rápida e barata. O benefício desse investimento traduz-se também em vantagens substanciais para o ambiente, uma vez que o transporte individual é responsável por uma proporção substancial dos gases poluentes para a atmosfera.

Se, por um lado, eram demasiadas as evidências que a metodologia aplicada na mobilidade urbana tinha de ser refletida, sendo o........

© Jornal Económico


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