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A vulnerabilidade invisível

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02.04.2026

A guerra na Ucrânia não trouxe novidade doutrinária. Trouxe urgência e cobrou a preço de sangue o que os manuais já diziam: a defesa antiaérea é a espinha dorsal da sobrevivência das forças terrestres e da protecção do território. O que tornou essa lição incontornável não foi o míssil balístico nem o caça de quinta geração. Foi o drone.

Portugal protege o seu espaço aéreo com aviões de combate da Força Aérea e com um número residual de sistemas portáteis Stinger do Exército. O primeiro instrumento foi concebido para combater ameaças simétricas no espaço aéreo convencional. O segundo tem um alcance efectivo de três a cinco quilómetros e existe em quantidade que, em qualquer avaliação honesta, não chega para cobrir um exercício de fogos em Santa Margarida, quanto mais um território com dois arquipélagos atlânticos. Entre estes dois extremos existe uma lacuna. É nessa lacuna que reside a ameaça real dos próximos anos.

O Exército está a colmatar parte dessa lacuna com inteligência. O programa de aquisição em curso, que o actual ciclo de governo teve o mérito de retirar das gavetas do planeamento, inclui os sistemas Rapid Ranger, o Skyranger, que conjuga canhão e míssil numa plataforma com detecção alargada, e os radares GM-200, com um alcance de vigilância de 250 quilómetros. A lógica é primariamente militar: proteger as forças do Corpo de Batalha no teatro de operações. Mas estes........

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