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O preço da energia: um aumento irreversível?

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21.10.2021

O último trimestre tem sido pródigo em marcos históricos quanto ao preço da energia. Nos dias em que lançamos mãos à presente análise, o mercado grossita de electricidade (Mibel) aponta que a potência produção contratada atingirá um valor médio inédito superior a 150 euros/MWh. Sucedem-se os recordes, na sequência de vários máximos históricos em 2021. Com o campo de análise aberto a Espanha e perspectivando os próximos meses, antecipa-se que se o próximo inverno for rigoroso como o do ano passado os preços do GNL possam ascender a 300 euros/MWh.

Segundo apontou a Bloomberg, projecta-se que o consumo de gás na Europa e Ásia dispare no quarto trimestre do ano, sendo que as possíveis reduções na Europa decorreram do contributo positivo da energia Eólica. Registos olímpicos que ao momento em que o artigo seja público podem pecar por vetustos, atenta a galopante instabilidade dos preços.

Afundemos a análise de forma a deixar a espuma do tempo. Importa percepcionar este movimento de subida do preço da energia de um ponto de vista mais amplo e aferir se estamos em face de uma situação “meramente conjectural” ou se, ao invés, se trata de algo mais estrutural. As posições com mais rigor científico tendem a considerar que o aumento do preço da electricidade é uma realidade incontornável: a opinião maioritária vai no sentido de que esta tendência poderá ser revertida através de uma actuação em diversos sectores.

Considerando-se que existem três grandes factores que influenciam a subida do preço da energia – o preço do gás natural, o preço das emissões de CO2 e a falta de produção de energias renováveis – importará debruçarmo-nos sobre os mesmos. Adicionamos um quarto factor mais transversal – porventura um dos mais........

© Jornal Económico


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