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Talento e geopolítica: a guerra invisível do século XXI

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Num tempo em que o capital humano é visto (e bem) como o ativo mais valioso das organizações (e das nações), as dimensões geográficas e políticas adquirem hoje uma importância inaudita. Efetivamente, países, regiões e cidades competem para atrair profissionais qualificados, alavancando vantagens competitivas e “incentivos” para atrair os mais talentosos. A mobilidade do talento está, sem dúvida, interligada ao contexto político mais amplo, moldando os padrões de migração e determinando os “vencedores” e os “vencidos” nesta competição global.

A atratividade no mercado de talento é impulsionada por uma combinação de dinamismo económico-empresarial, fatores de qualidade e estilo de vida e estabilidade política/institucional. Países com economias fortes, indústrias orientadas para a inovação e ecossistemas de investigação bem financiados tendem a atrair profissionais de primeira linha.

Os exemplos clássicos são mais do que (re)conhecidos. Os Estados Unidos há muito que beneficiam das suas universidades de classe mundial, da cultura........

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