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A Medusa

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27.02.2026

Havia uma certa rotina, um determinado tango que ajudava o mundo a amanhecer ou a anoitecer com uma ideia aproximada do que aconteceria no dia seguinte e de como isso poderia mudar as nossas vidas. Um ataque iminente ao Irão ou outro golpe no Médio Oriente fariam disparar o petróleo. Se houvesse guerra, os preços subiriam mais e mais, as economias globais perderiam força, e quanto mais durasse a instabilidade, mais profundas seriam as consequências: mesmo com os bancos centrais a reduzir o preço do dinheiro, os países mais frágeis entrariam em travagem e talvez até em recessão. Os maiores e mais fortes também, incapazes de resistir aos ventos gélidos de uma geopolítica devoradora da realidade e da riqueza. As grandes instituições internacionais, por inoperantes que fossem, como a ONU, tornavam-se pequenos botes salva-vidas para onde acorriam os líderes globais à procura........

© Jornal Económico