2026 não tem nada a ver com 1986 |
Eis-nos chegados aqui, ao ponto da história onde uma segunda volta das eleições presidenciais em Portugal vai ser entre os valores da democracia liberal e da Constituição tais como os conhecemos e um recauchutado cancioneiro destrutivo da extrema-direita. Os paralelismos que alguns se estão a esforçar por encontrar entre esta segunda volta e a que decorreu em 1986 entre Mário Soares e Freitas do Amaral são ofensivos à memória destes dois grandes políticos e democratas e às gerações que ajudaram a edificar e a consolidar a democracia em Portugal após meio século debaixo de uma ditadura que atirou Portugal para os confins da pobreza e opressão. Qualquer paralelo que se faça entre estes dois momentos separados por 40 anos é redutor. E por uma razão de fundo: Mário Soares e Diogo Freitas do Amaral tinham vincadas divergências políticas, mas eram........