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A sardinha arrecada pergaminhos

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23.07.2026

É  um dos símbolos de Lisboa, pegou-se com os santos populares, alimentou-lhes as festas, serviu de inspiração a artistas e já quase ombreia com a lagosta, nos custos e nobrezas. Primas em primeiro grau disputam a primazia, sem que alguma se proclame vencedora. Há diferenças: sua excelência, a lagosta, não vem para a rua de velhos bairros, alfacinhas ou outros; radicou-se em restaurantes, cervejarias e conhece o manual de etiqueta que deve seguir; a sardinha sai para os largos, para ruas e vielas, mistura-se com entremeada, entrecosto, febrinhas e, a maioria espera que, pelo São João, pingue no pão para deleitar… 

Comida à mão, acompanhada de sangria ou vinho tinto, com o fado a tiracolo, dizem que tem outro sabor… Terá! Manjar de verão – dos meses sem r: maio, junho, julho, agosto – Santo António, São João e São Pedro não dispensam uma sardinhada, pretexto para encontro de amigos… Não pode faltar, também, a broa, o caldo verde, a salada com tomate e pimentos assados. Cada um chega a brasa à sua sardinha, escolhendo o que prefere. E mesmo que estejamos como “sardinhas em lata”, joga-se à sardinha........

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