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Há festa no Refúgio

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27.05.2026

Quando eu era miúdo o que gostava mais na festa de Nossa Senhora do Refúgio era das senhoras anafadas que vendiam amêndoas multicoloridas à porta do palacete do Conde do Refúgio e da alvorada. Eram amêndoas rijas mas deliciosas que ainda me estragaram alguns dentes. Quanto à alvorada, ainda tenho nos ouvidos o estrondo do foguete da manhã logo seguido de uma música airosa e convidativa. Claro, saltava logo da cama para ir ver os músicos da Banda de Aldeia do Carvalho, sempre bem fardados e direitos. Os anos passaram e o centro da aldeia que era o Café do Santarém (eu nasci ao lado) mudou-se para a sede do recém-formado Grupo Recreativo Refugiense, numas antigas escolas onde andei na primária.  Ainda me lembro como nasceu este grupo associativo: era um dia de verão e acho que foi o Armindo Metelo que apareceu com uma folha de 35 linhas no muro em frente à oficina de alfaiate do meu pai e já lá estavam, uns sentados, outros de pé, o Luís Baptista, o meu primo Manecas, o meu tio Zé Bouceiro, o Tonito da Narciza, o Gafeira, o Tonito Semoca, e eu, que com os meus catorze anos, assistia a tudo com........

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