É tempo de agir! O futebol não pode esperar |
Numa atividade económica e cultural como o futebol, hoje cada vez mais a posicionar-se neste último segmento, a segurança dos intervenientes tem de ser uma prioridade para quem organiza as competições, não obstante a responsabilidade do Governo em combater fenómenos de violência, sejam associados ao desporto, ou a outro setor da sociedade. Assegurar um enquadramento seguro não é exclusivo dos espetáculos mais mediáticos ou dos que mobilizem mais pessoas. Tem de ser um desígnio em todas as manifestações desportivas, qualquer que seja o recinto desportivo e a dimensão do jogo.
Na semana passada, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou, após aprovação em reunião de Direção, alterações regulamentares com agravamento de sanções disciplinares em sede de Regulamento Disciplinar, já a partir da próxima temporada, nas provas organizadas pela FPF.
Entre as alterações propostas estão penalizações mais duras para agressões contra a equipa de arbitragem, declarações caluniosas contra ou entre dirigentes, posse e uso de material pirotécnico e sanções contra comportamentos discriminatórios ou manifestações racistas, xenófobas ou intolerantes. Medidas que representam uma ação interventiva por parte da FPF, com o reforço do compromisso do combate à violência no desporto e aumento da segurança, respeito e fair play.
Em tempo oportuno, a FPF já fez conhecer um pacote de medidas e propostas do futebol português que serão apresentadas ao Governo, e que fazem parte de um conjunto de iniciativas para a promoção e combate à violência no futebol. Esta articulação e colaboração serão fundamentais para um espetáculo mais seguro. Ao assumir este agravamento disciplinar, a FPF assume, nas provas por ela organizada, um quadro de defesa do futebol e de todos os intervenientes do jogo, dentro e fora do relvado.
Este nível de intervenção seria mais eficaz se acompanhado pelo futebol distrital e pelo futebol profissional, em respeito pelo princípio de autorregulação deste, numa defesa do futebol da base até ao topo. Porque não há tempo a perder. Este é mesmo o tempo de agir!